quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Crítica: My First Summer (2020) - SEM SPOILERS

 

 Lançado em 2020, "My First Summer" é um filme sáfico da cineasta Katie Found. Composto por uma excelente fotografia e uma trama de partir o coração - mas também que arranca-nos suspiros - "Meu Primeiro Verão", é definido pela própria cineasta como: 

"Uma carta de amor a muitas conexões queer." 

Grace (Maiah Stewardson) e Claudia (Markella Kavenagh) se conhecem após Grace presenciar a perda da mãe de Grace, a renomada escritora Veronica Fox (Edwina Wren).

Curiosa a respeito de Claudia, Grace retorna no dia anterior ao local e, andando com sua bicicleta, encontra a casa de Claudia.

A partir disso, as garotas de dezesseis anos criam uma grande aproximação e descobrem uma na outra um porto seguro para suas inseguranças e tristezas, revelando-se um lindo sentimento de companheirismo e paixão entre ambas.

Modéstia a parte, eu adorei como o romance foi trabalhado entre as adolescentes: ambas descobrindo-se sem os velhos dramas cinematográficos que estamos habituadas no universo dos filmes sáficos. O que vemos em My First Summer é o sentimento transparecendo de forma leve e pura entre as garotas.

Mas como nem tudo são flores e nós, sáficas de plantão viemos para esse mundo para sofrer, na trama existem dois policiais investigando a morte de Veronica Fox. Não conhecendo a existência de Claudia, já que sua mãe a criava apenas em sua propriedade, escondendo-a do mundo, eles partes para a questão do motivo pelo qual Verônica está morta.

Claudia vive então rodeada pelo choque de ter presenciado a morte de sua mãe e com medo de ser descoberta pelos policiais, até que Grace surge em sua vida e a faz encarar seus medos e descobrir quem realmente é.

Créditos da Imagem: Prime Video

O filme causa uma mistura de vários sentimentos para quem o assiste porque retrata de forma singela, mas, com entornos pesados, o sentimento do primeiro amor.


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